prosa

Somos todos borboletas

Somos todos borboletas



por Letícia Alencar Magalhães


A metamorfose é a fase mais dolorida; porém necessária, pois sem ela não há crescimento.


Raul Seixas tinha razão em dizer que prefere ser “essa metamorfose ambulante”, pois o indivíduo que se enxerga como imutável não vive ou não absorve, analisa e apreende os ensinamentos que existem em todos os acontecimentos de nossas vidas. Assim como acontece com a lagarta, nossa metamorfose surge de um grande momento de busca pela transformação do que estamos vivendo: a busca pelo novo, pela reconstrução do eu, pelo crescimento.

A metamorfose é a fase mais dolorida; porém necessária, pois sem ela não há crescimento. Há de ser vivida a fundo!
Enquanto seres pensantes, devemos utilizar essa característica para, nesse momento, analisar o que queremos manter, o que queremos melhorar e o que queremos descartar de nossas vidas.

Junto com esse exercício, ocorre aquele momento em que estamos “fechados para balanço”, em que o silêncio, a reclusão e a solidão são companheiras essenciais para o sucesso da metamorfose.

Após ter o seu tempo de reflexão, ao sair do seu casulo, a mudança estará visível para quem convive com você: uma nova pessoa surgiu. Uma pessoa mais bela (tanto interiormente, quanto fisicamente), mais forte, mais focada, com seus ideais fortificados. Encontrando, assim, o seu maior tesouro: sua evolução.

E então, após passar por esse longo período de transformação; seguro de ti, baterás tuas asas pelos caminhos da vida, consciente de quem és, recolhendo nas flores do caminho as vitórias, as conquistas, as histórias... A vida!