GREBAL

A HISTÓRIA DO GRÊMIO BARRAMANSENSE DE LETRAS

O início

A História do GREBAL começa alguns meses antes da sua fundação. Seu início está ligado a um movimento que abriu novos horizontes para a cultura de Barra Mansa.


Em 3 de outubro de 1974, quando a cidade completava seus 142 anos, nascia o MOBEC – Movimento Barramansense de Expansão Cultural, com o objetivo de fomentar e apoiar as artes em nossa cidade. Seu primeiro trabalho foi reestruturar e reativar o GRECAB – Grêmio Cultural e Artístico Barramansense, um grêmio de teatro que estava inativo há alguns anos, que fora fundado em 8 de maio de 1950 e já contabilizava centenas de apresentações com as rendas revertidas para instituições de caridade. Com o apoio do MOBEC, o GRECAB voltou com força total a se apresentar. Foi o primeiro grande sucesso do Movimento. Seus passos seguintes foram: Fundar o GREBAL – Grêmio Barramansense de Letras, o GREBAM – Grêmio Barramansense de Música, o GREBAV – Grêmio Barramansense de Artes Visuais, e, ainda, fazer uma campanha para a construção de um Palácio Municipal da Cultura, para atender a todos os Grêmios. Quase todos os objetivos foram cumpridos: o GRECAB foi reativado (funcionou até 1992), o GREBAL foi fundado em 6 de março de 1975, o GREBAM em 30 de agosto de 1975, e o GREBAV em 20 de abril de 1976. Ainda foi fundado o GREBAT – Grêmio Barramansense de Teatro, também em 20 de abril de 1976. Quanto ao último objetivo, foi construída a sede do GREBAL, que durante algum tempo pensou-se em transformar no Palácio da Cultura, mas não deu certo, como veremos à frente. De todos os Grêmios fundados pelo MOBEC, somente chegou aos dias atuais o GREBAL, os outros foram encerrando suas atividades. O próprio MOBEC durou poucos anos, e adormeceu no final de 1978. Assinaram a ata de fundação do Movimento Barramansense de Expansão Cultural, em 3 de outubro de 1974, tendo sido portanto, seus fundadores: Adelaide da Cunha Franco; Alda Maria Braz Ferreira; Aramis Augusto Ramos; Arlindo Lopes Ferreira; Clécio Penedo; Dirceu Nogueira Costa; Eliette de Oliveira Ferreira; Expedito Pereira; Francisco Nogueira Mendonça; Jane Jorge Maleck; José de Abreu Júnior; José de Abreu Neto; José Augusto Amado; José Lourenço; José de Oliveira; Maria de Lourdes Pamplona Chiesse de Castro e Wilson Pereira Deslandes. Foi formada uma comissão executiva para dirigir inicialmente o MOBEC, que teve como coordenadores Arlindo Lopes Ferreira, Eliette de Oliveira Ferreira e Francisco Nogueira Mendonça; como tesoureiro José Lourenço e secretária Jane Jorge Maleck. Árvore do MOBEC, representando os Grêmios como frutos. Ainda em 1974 o MOBEC começou os trabalhos para a fundação do GREBAL. Em sua coluna no jornal “O Líder”, da ACIAP-BM (Associação Comercial, Industrial, Agro-pastoril e Prestadora de Serviços de Barra Mansa), um dos baluartes do Grêmio Barramansense de Letras, Francisco Nogueira Mendonça, publicou em 22 de novembro uma nota com o seguinte teor:

“A Comissão Executiva do MOBEC (Movimento Barramansense de Expansão Cultural) acaba de distribuir aos nossos intelectuais a seguinte carta-circular, acompanhada de formulário contendo perguntas: Prezado Concidadão: Seu ilustre nome consta entre aqueles que o MOBEC relacionou (possivelmente com omissões) para a remessa do formulário anexo, cuja finalidade é saber do seu interesse em inscrever-se como Membro-Efetivo do GREBAL – Grêmio Barramansense de Letras, em fase de organização. Nosso intuito é congregar o maior número possível dos que representam a cultura e a inteligência em nossa terra. Para que tenha uma idéia do que será o GREBAL, transcrevemos no referido formulário alguns artigos de seus estatutos. Seu silêncio além do dia 30 desse mês, ou sua resposta negativa ao primeiro quesito, significará,
temporariamente, sua exclusão do Grêmio. Dizemos temporariamente, porque acreditamos muito em seu valor e esperamos ainda, que em futuro próximo venha a formar ao nosso lado, nesta luta que empreendemos em favor da Arte, tão esquecida e tão desacreditada em nosso meio.
Cordialmente, Jane Maleck – Secretária.”

No formulário que foi enviado junto com a carta para diversas pessoas, constavam quatro perguntas:

1 - Autoriza a inclusão de seu nome entre os que serão procurados, de imediato, para inscrição como Membros-Efetivos do GREBAL?
2 - Concordará em contribuir com uma mensalidade fixa de Cr$20,00?
3 - Deseja candidatar-se a um dos cargos da primeira Diretoria?
4 - Deseja indicar outros intelectuais, residentes em Barra Mansa, a quem devemos remeter este formulário?

Na edição de 6 de dezembro do mesmo jornal, era noticiado que o GREBAL já contava com mais de quarenta simpatizantes, e que a maioria dos que foram consultados respondeu afirmativamente, por isso resolveu-se estender o prazo da consulta até 31 de dezembro de 1974 para que mais intelectuais pudessem se juntar ao grupo inicial. De acordo com a ata do MOBEC de 30 de novembro de 1974, os primeiros cidadãos a devolverem os formulários foram:

Adilson Braz Ferreira; Alan Carlos Rocha; Alexandre Polastri Filho; Antonio Alves de Amorim; Denise Arneiro Deslandes; Guilherme de Carvalho Cruz; Haroldo Carvalho Cruz; Harry Ludovico Betz; Iramar Maia Arbex; João Batista de Barros; João Pançardes; José Fagundes Pinto; Luiz Carlos Suckow do Amaral; Milton Rangel de Oliveira; Oscar Marchi Nora; Oswaldo Porto; Reinaldo Koenigkan; Sheila Veiga e Ubirajara Ramos. O GREBAL tomava forma. E tudo já indicava que seria
um sucesso.


Acervo do Grebal