Poema

Infância - Diogo de Oliveira Silva

Infância

Lembro-me da doce utopia,
Do despertar das paixões inocentes,


Infância querida,
Sonhos infindáveis de verão,
Momentos de palavra esquecida,
Alvorada do tempo de memórias vãs.

Aurora da vida, sol de primavera,
Correndo atrás das borboletas ligeiras,
Diversão à sombra das mangueiras,
Colhendo as flores do suinã.

Lembro-me da doce utopia,
Do despertar das paixões inocentes,
Das folhas de outono no telhado,
Dos desenhos na areia do quintal.

Corria de pés descalços,
Sob o céu de primavera,
De braços abertos no vento de agosto,
A brincar pela estrada de terra.

Infância,
Doce sonho das manhãs de domingo,
Das infinitas alegrias de menino;
Quão bela a vida não era...