Poema

O último alento dos desesperados - Francisco Evandro de Oliveira

O último alento dos desesperados


O barco passa ao longo da costa,
Nele não há marinheiros a lutar
Contra as vagas revoltas.
São somente retirantes em busca de novo lar.
O barco passa ao largo,
Gritos, angústias, mortes e desesperos se fazem presentes.
São centenas de crianças, jovens, adultos e velhos na esperança
[de chegar.
Buscam novos horizontes, nova vida.
Mas, “as procelas em seu fulgor os abraçam”!
A morte escolhe seus candidatos!!
“A morte nas vagas revoltas os liberta e abrevia seus destinos”
Para outra dimensão desconhecida.
Prantos, delírios de mães, podem-se ouvir o clamor.
Aos outros, é a nova estação que surge após transpor o ulular das ondas
São agora designados imigrantes, as procelas revoltas, beijaram
seus corpos, porém o
Criador em sua suprema bondade acolheu suas preces pelo um
É a terra da redenção!
Torna-se real para um novo recomeço que se fará sentir.
[novo amanhã
É a terra da redenção!
Torna-se real para um novo recomeço que se fará sentir.